1 de julho de 2010

Postura perante a traição na relação amorosa

Não são poucas as pessoas que se deparam com a traição em sua vida amorosa. Podemos perceber que a situação, apesar de complexa, é bastante banalizada no trato comum. Por mais engraçada que seja a piada que pode ser construída a partir da situação, a traição de fato deve ser encarada de forma mais realista. É uma grande tristeza, uma enorme decepção, uma raiva imensa, uma luta interna. Recomenda-se, principalmente às mulheres, – já que os homens em geral não têm tendências ao perdão nesse quesito – que repensem seriamente o seu relacionamento.

É preciso enfrentar o acontecido sem tendências a se enganar. Saiba que, se o outro teve a fraqueza de não sustentar sua própria escolha, essa falha de caráter pode ser suscetível a reincidências. Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, dificilmente relacionamentos estáveis se recuperam após uma infidelidade.

Se você ainda namora, por mais que doa, termine! Não aceite ainda na fase de namoro nada que poderá transformar sua vida em tristeza. Os amores se sucedem assim que a cicatriz fecha: antes assim, que permanecer com essa cicatriz aberta. Dê uma chance a você mesmo de ser feliz de fato! Cuide-se, renove o visual, faça novas coisas, mude de ares, tente se divertir, se ame... e a nova chance aparecerá quando estiver pronto.

Se você estiver casado, isso complica a decisão, já que o casamento é um compromisso que se pretende eterno. Todavia, seja capaz de avaliar a cada instante da vida o que é bom ou não para você: não continue em uma situação por simples inércia, senão uma hora você tromba com a realidade quando sua vida já estiver sem rumo. Tendo ou não filhos, avalie se você está disposto a seguir um relacionamento sem confiança, com mágoas e com possíveis reincidências. Enquanto alguns casamentos roem depois de anos de compromisso, pois a tolerância cedeu, por outro lado, há filhos que tiveram uma boa formação moral com o relacionamento respeitoso entre os divorciados.

Não tome a decisão de continuar o relacionamento por causa dos filhos. Eles podem ser melhor educados em uma família dividida de fato, que em uma família unida apenas nas aparências. Por mais que eles desejem ter uma família comum quando os pais estão separados, eles também assim desejam quando os pais só estão unidos no papel. A desarmonia reinante em uma casa vitimada pela traição e por toda a ruína de sentimentos que ela desencadeia interfere na formação do seu caráter, causando-lhes insegurança e traumas de toda ordem.

Em especial, não aceite a traição por comodismo. O conforto de se continuar na situação que está por conveniência financeira, social, de status e ou outra, certamente custará a você, e talvez aos filhos, muito mais caro. Assim como é repugnante a construção de casamentos por interesse, o indivíduo também se compromete se continuar a relação por isso.

Por fim, para avaliar sua própria situação, você pode perfeitamente comparar o posicionamento de outros que também passaram por problemas semelhantes – isso, para qualquer acontecimento na vida. Mas tenha a cautela de avaliar se as pessoas estão satisfeitas com as decisões que tomaram e se fariam diferente. Não se deixe levar por interpretações que você mesmo faz com sentimentos prévios de ansiedade, angústia, ódio, interesses materiais e outros. Procure para você mesmo e para os filhos qual o melhor para a felicidade de todos.

Autora: Érica Marina

(in English)

Um comentário:

  1. Porque as pessoas traem, se não gosta mas do companheiro, porque não falar com ele(a) e terminar a relação, vai ser muito melhor, a relação vai terminar em paz.
    Quando me casar, e talvez um dia não gostar mas do meu marido e me sentir atraída por outro homem, vou sentar e conversar com meu marido, e quem trai não fica com a consciência pesada?
    Eu não consigo entender, bom mas cada um tem sua opinião, então não´posso contestar o pensamento de ninguem.
    Se sua opinião é igual a minha, comente!

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