28 de setembro de 2010

Duas propostas para moralizar a disputa eleitoral

Como eu já disse antes, qualquer coisa que eu escreva não muda o “esquema” de como a política funciona nesse paisinho... “Aliás, vou propor diversas vezes a melhoria de nós mesmos que não estamos no governo, para quem sabe um dia os representantes sejam o espelho de um povo que não tem mania de dar “jeitinho” para tudo.” (citação do meu texto “Não falarei sobre política”)

Entretanto, enxergo que a forma de como a política é feita está errada desde o momento crucial da escolha dos políticos. E talvez este seja o momento de falar sobre isso: às vésperas das eleições. Todos sabemos a ignorância reinante na cultura do povo brasileiro, do modo de pensar sobre a candidatura à maneira torta de escolher. Mas, se esse povo serve de massa de manobra para politicagem mal-intencionada, porque os poucos dignos que há não propõem balizas à ignorância dessa gente?

10 de setembro de 2010

Honestidade de sentimentos




No seu tão conhecido Soneto de Fidelidade, Vinícius de Moraes ensinou para mim algo de novo: a fidelidade a um sentimento. O autor diz que será antes de tudo atento ao seu próprio amor de forma que, mesmo em face do maior encanto (outra pessoa?), seu pensamento ainda se encante mais com o amor que ele mesmo possui. A beleza do poema está no fato de que sua fidelidade se une à conservação do seu próprio amor, à observação dele antes de tudo. E analisando mais a fundo a questão, percebe-se que se ele fosse fiel a uma pessoa, seu sentimento talvez escapasse por outras bandas e se perdesse em outros encantos.


E assim deveríamos conduzir a vida, com a honestidade pautada na fidelidade que temos aos nossos melhores sentimentos e na observação daqueles que não são corretos. Quantas pessoas não vivem sentimentos antagônicos à felicidade, sem coragem para efetivar uma mudança? Quantas amizades potencialmente profícuas já não foram desperdiçadas em nome dos interesses de uma amizade anterior? Quantas pessoas já não compartilharam a vida, sem compartilhar os sentimentos? Quantas vezes o medo não encobriu a perseverança? Quantas vezes o orgulho não falou mais alto que o amor? Quantas pessoas já não afagaram uma esperança de amor alheia apenas em benefício do seu próprio ego? Quantas vezes alguém tentou esquecer uma pessoa na ilusão de forjar um novo amor? Quantas vezes não houve quem denegrisse os outros para sua própria evidência? Quantos erros não foram encobertos sob a dissimulação? Quantas vezes não nos negamos a nós próprios?

Que, antes de tudo, à nossa honestidade de sentimentos, sejamos atentos!

 
Autora: Érica Marina

1 de setembro de 2010

Independência e autoestima da mulher

Esse meu texto é novamente direcionado às mulheres, não porque ele não valha, no seu conteúdo, também para homens, mas porque tenho visto amigas, colegas, amigas de amigos e aquelas mulheres das histórias que os outros contam se submeterem voluntariamente a situações de dependência com o parceiro ou cônjuge. Porque, fruto do tradicionalismo ou das heranças sociais dos nossos tempos, as mulheres se vêm nesse tipo de situação com uma frequência singular.

Obviamente, quando se fala de independência, o primeiro valor que se vem à mente é do campo financeiro, mas isso é absolutamente natural. Não há independência de fato se há credores: no mundo em que vivemos o dinheiro não compra a felicidade, mas é o único a garantir a autonomia. Entretanto, por trás da dependência financeira podem existir diversas outras dependências que precisam ser trabalhadas no campo psicológico. Com base em complexos comuns aos seres humanos, a sociedade se constitui tradicionalmente da figura masculina fornecedora e da feminina dependente.

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