20 de novembro de 2010

Homossexualismo e homofobia: a querela deste século

A homossexualidade é muitas vezes considerada uma escolha, mas isso não necessariamente é verdade, ela é frequentemente uma característica. Não é raro o caso de crianças que desde pequenas têm características que se identificam mais com o sexo oposto do que com o próprio sexo, ou outras que desde já pequenas nutrem afetos por coleguinhas do mesmo sexo. Então não há como dizer que este é um comportamento aprendido ou que é resposta a estímulos na educação. Mesmo porque, entre os homossexuais, o que mais há são filhos que contrariam as crenças dos próprios pais na sua afirmação sexual.

Mas, bem como muitas outras características, a sexualidade é algo que se pode optar mudar. Existem homossexuais que desejariam intensamente poder constituir uma família convencional, apaixonando-se por alguém do sexo oposto e tendo filhos próprios do casal. Não é raro este tipo de drama entre eles. Com relação a isso, existem instituições (religiosas ou não) que queiram ajudá-los na sua reorientação e isto é uma forma de caridade.

Entretanto, em resposta à maior liberalização da homossexualidade, nos dias de hoje, houve o surgimento de um movimento em direção contrária. A homofobia é o mais novo conceito "institucionalizado" de preconceito. Mas não custa lembrar que os preconceitos estão em todos e são muito diversos.



Para qualificar a homofobia, pode-se dividi-la em dois tipos: uma de origem individual e outra, institucional.

Homofobia e insegurança sexual

Quando o indivíduo apresenta sinais de homofobia sem que seja uma resposta a estímulos externos, isso pode significar que ele apresenta dúvidas e angústias sobre sua própria identidade sexual. Como mostra o vídeo abaixo, muito mais do que simples teorias psicológicas, foram feitos estudos que parecem corroborar a ideia de que os homofóbicos, na verdade, têm tendências homossexuais reprimidas.



Assim, aqueles que se sentem individualmente insultados por “desvios sexuais” alheios, muito frequentemente devem lutar contra suas próprias tendências homossexuais. Ou, de outra forma, alguém que está seguro de sua própria sexualidade (no caso, de sua condição heterossexual) não tem porque se ofender com o comportamento alheio nesse quesito.

A gravidade disso é que, muitas vezes, como mecanismo de defesa em resposta a sua própria insegurança sexual, há pessoas que tendem a ridicularizar ou agredir os homossexuais.

Influência da religião

Além disso, há casos em que a homofobia não necessariamente parte dessas tendências pessoais: algumas vezes ela é aprendida. Muitas religiões incitam seus seguidores na luta pelas verdadeiras “virtudes” do homem e, nisso, não há nada demais. O problema é que se você considera algo incorreto ou “não-natural”, que isso sirva para você na condução da sua própria vida. Não há porque reprimir a escolha alheia se ela não prejudica ninguém. Existem questões atualmente que são consideradas cristãs ou religiosas (e que não necessariamente o são) e que muito são usadas de maneira sensacionalista tanto pela mídia como pelas próprias religiões. Se, por um lado, há quem defenda a não legalização do aborto para poupar uma vida, por outro lado a questão homossexual não leva nenhum prejuízo a terceiros.

Acontece que Cristo por ele mesmo sugeriu que jogasse a primeira pedra quem nunca cometeu pecado. E isso ele dizia contra a mulher adúltera, sendo que o adultério era expressamente por ele condenado. O que dizer sobre a homossexualidade, então? Este texto não pretende dar uma resposta definitiva, mas abrir os olhos de quem considera o repúdio aos homossexuais uma atitude cristã.

De qualquer forma, ao mesmo tempo que não é correto o comportamento preconceituoso contra os homossexuais,  também é verdade que uma instituição deveria ter o direito de instituir certos preceitos para seus seguidores. O posicionamento que os homossexuais seguros de si deveriam ter diante de instituições que não aceitam esse tipo de relacionamento é o mesmo que o homem não-circuncidado deve ter perante a crença dos judeus sobre a importância da circuncisão (ou seja: nenhum incômodo). Se aquela crença não lhe serve, que sirva o seguinte pensamento de Voltaire: “Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de o dizeres.” Afinal, a luta pelos direitos só é válida quando se defende a liberdade de ambos os lados. Que cada ser humano possa simplesmente ser feliz cuidando da própria vida.




Autora: Érica Marina



Nota: a palavra homossexualismo deixou de ser usada pela comunidade  LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e trangêneros) por estar vinculada à ideia de doença, passando a utilizar a palavra homossexualidade. Mas, para alguns religiosos, a nomenclatura não deve fazer diferença, já que o consideram um comportamento antinatural. De qualquer forma, os dicionários apontam ambos os termos como sinônimos. 


Ler o comentário da autora sobre este texto.

6 comentários:

  1. Mille Cristina23/11/10 20:57

    Parabéns pelo post !

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  2. Adorei o post muito instrutivo!

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  3. Muito bom! Adorei, Érica! Tu devias ser jornalista e não economista!! =)

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  4. Olá. Gostei do assunto e creio que é uma oportunidade para conhecer novas ideias, debater e quem sabe até mudar de opinião!rs
    Infelizmente, ou felizmente, não sei, eu não acredito que a pessoa homossexual nasce homessuxual. Como cristã, eu acredito que foi Deus quem criou a terra e tudo o que nela há, e também criou o homem e a mulher. Frisa-se: homem e mulher. Sendo assim, a homossexualidade é uma escolha e não algo genético, que abrigue o homessual a ser homossexual pelo resto da vida.
    Porém, o rspeito vai muito além de qualquer dogma religioso, é algo que devemos ter sempre em nossas vidas, e é, também, uma atitude cristã, que anda um pouco esquecida, confesso. Mas o respeito não significa que eu aceito este tipo de comportamento. Ao meu ver é algo errado e que foge daquilo que Deus determinou pra nós, como filhos Dele.
    E é importante dizer que não julgo ninguém por isso, não cabe a nós julgar, pois um dia seremos julgados...o que faço é expor o que penso e acredito ser como certo, respeitando a escolha de cada um, mas no fundo orando para que a pessoa veja a verdadeira vontade de Deus!!

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  5. Olá,

    Gostei do post e concordo com o que foi dito no vídeo: "Pessoas que estão seguras de sua própria sexualidade, não se sentem ameaçadas por pessoas de orientação sexual distinta ou de práticas distintas."

    E acredito que a questão é que vc deve analisar o que sente e se portar com bom senso diante disso. Vc tem a escolha de ficar longe do que não gosta SEM ferir ou ofender, ou seja, respeitando. Se o próximo faz algo que não prejudica os demais, não há problema nisso.

    =)

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  6. Escrevo esse comentário como vitima de homossexuais.
    Sou heterossexual tenho amigos gays e gostaria de fazer um desabafo.

    Sou morador do Itaim bibi Freqüento av. paulista, jardins e parque do Ibirapuera e várias vezes sofri assédio de vários níveis chegando até ter que esbravejar para alguns gays se tocarem. Já passei por situações extremamente constrangedoras no parque do Ibirapuera e região da Av. Paulista. É comum homossexuais flertarem publicamente nessas regiões independentemente do alvo, acredito que o local confere a eles certo nível de confiança e acabam excedendo os limites. Diversas vezes fui seguido em banheiros, observado por longos períodos, se aproximam ficam acariciando os genitais te encarando, tento não ser agressivo, mas confesso que às vezes é difícil ver um cara olhando pra você a uns 15m te secando com a mão no pau. Nesse ponto eles são como homens comuns só que com acesso ao banheiro das meninas, é desagradável passar por essas situações. Nos banheiros a situação é pior, qualquer um que tenha amigos gays sabe que vários banheiros são locais de pegação, um hetero desavisado pode acabar tendo uma surpresa. Os gays têm que ter consciência que homens não se encaram, não se medem, não se olham, muito menos ficam rodeando uns aos outros acariciando seus genitais, acredito que os freqüentes atos de homofonia são resultado da falta de noção de alguns gays que ultrapassam o limite da vulgaridade e literalmente desafiam o bom humor de heterossexuais e se sentem no direito de se aproximar e flertar com qualquer homem que lhe convier, infelizmente os homossexuais se aproveitam de situações em banheiros e vestiários e criam para os heteros situações traumáticas, a raiz do problema não está no simples fato ir contra a preferência sexual, mas o fato que alguns deles acreditarem que todo homem está acessível, dai em diante o que manda é a leio do cão, ta no role, pagou sapo entra no cacete.

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