30 de dezembro de 2010

Dinheiro: nem problema, nem solução



Os ditados populares muitas vezes são fonte de um pensar limitado, pouco inteligente, que talvez não se possa chamar de sabedoria. Todavia, em contraposição a um raro ditado sábio, muitos têm a resposta pronta: “dinheiro não traz felicidade, mas manda buscar!” Será? Não é senso comum que a felicidade é interna?

22 de dezembro de 2010

O Natal é sobre o quê?



Não se sabe ao certo a data do nascimento de Cristo, mas existem diversas explicações para o 25 de dezembro: a primeira é que Maria teria recebido a notícia da concepção em 25 de março e, nove meses depois, seria exatamente a data comemorada. Mas a época também marca o solstício de inverno no hemisfério norte e vários festivais de inverno da Antiguidade, indicando que talvez a comemoração cristã tenha tido origem pagã, o que é extremamente comum. O Natal, a Páscoa e o casamento têm todos a influência de ritos antigos que se misturaram à origem do cristianismo como forma de propagá-lo mais facilmente. De qualquer forma, é interessante que haja um dia por ano em que os cristãos se permitam relembrar um acontecimento tão significativo.

17 de dezembro de 2010

Ensaio sobre o perfeccionismo

 Segundo os dicionários, perfeccionismo é a “tendência, patológica, em procurar exageradamente a perfeição”. O que acho interessante, nessa definição, é que não há dúvida, pelo uso do termo “patológico” que esse excesso de zelo é como uma doença. Eu mesma já me rotulei inúmeras vezes de “perfeccionista”, como se isso fosse uma virtude a ser louvada. E, não por acaso, muitos hoje em dia têm a mesma postura: com a competitividade tão acirrada atualmente, parece que cada um tem a obrigação de buscar o perfeito.
 
Desenho: a minha arte

Entretanto, o que é a perfeição? Com o tempo, fui descobrindo que o perfeccionista é simplesmente uma pessoa sistemática que não aceita o estilo, a arte, a criatividade. Pois não será que, muito além da forma perfeita, não pode haver um conteúdo surpreendente? Para mim mesma, resolvi abandonar o rótulo de perfeccionista: não é uma virtude. Essa minha desvinculação do perfeito foi acontecendo conforme fui descobrindo e desenvolvendo em mim a arte, pois, para ela, o belo não tem limites e não há definição de perfeição.


Ah, mas talvez quando você se considere perfeccionista, você queira apenas dizer que procura sempre fazer o melhor de si, dentro do possível. Então você é cuidadoso e exímio no que faz, talvez seja o melhor. Nós, que queremos a maestria do que fazemos, somos simplesmente como todos os outros. Aliás, não deixo de recomendar que, se for fazer alguma coisa que leve o seu nome, faça com capricho. Não pelos outros, mas por você, pois sua fama lhe acompanhará sempre. Quanto ao perfeccionista, começo a acreditar que é apenas uma pessoa orgulhosa a ponto de não conseguir receber críticas ou sugestões de melhoramento, como se tudo o que ela fizesse fosse inalcançável pelos outros.


Então aqui vai uma sugestão muito pessoal: deixe para lá o orgulho e não se orgulhe do perfeccionismo. Na relação com os outros, aceite o diferente, e, se for para exigir, só exija o capricho, pois a sua concepção de perfeição não representa coisa alguma a não ser o seu próprio gosto e seu próprio objetivo. Todos sabemos que, para diferentes pessoas, o melhor não é o mesmo. Portanto, saiba admirar o que vem dos outros, ampliando sua visão de mundo, em vez de limitá-la a um viés pessoal. E, acima de tudo, admire o que vem de si próprio sem considerar uma pretensa infalibilidade.

Autora: Érica Marina

10 de dezembro de 2010

A concepção filosófica e científica de Deus

"Um homem sábio ajusta sua crença à evidência" (David Hume)

O acaso, por definição, não é nada nem ninguém. Mas há quem dê a ele poderes sobrenaturais como a criação da vida e do universo. Fred Hoyle (1915-2001), um notável astrônomo britânico, é autor de uma analogia exaustivamente citada: “Acreditar que a primeira célula tenha se originado pelo acaso é como acreditar que um tornado varrendo um ferro-velho possa montar um Boeing 747 a partir dos materiais presentes ali”. Pode-se estender o mesmo raciocínio para a criação do universo, por exemplo. Os cientistas construíram a partir da expansão contínua do cosmos a Teoria do Big Bang: em algum momento, não havia nada, não existia o tempo nem o espaço, mas havia um ponto de energia que explodiu e se expandiu continuamente gerando o universo. Além de essa concepção ferir nossa racionalidade, pois é difícil entender o nada e a inexistência de tempo e do espaço, há uma peça-chave que falta na explicação. O que (ou quem) fez com que essa partícula existisse e explodisse?

1 de dezembro de 2010

Maledicência: veneno a silenciar


"O homem é dono do que cala
e escravo do que fala." (Sigmund Freud)
 Tem quem se vanglorie por falar o que pensa apesar do veneno de suas palavras. Quando, na verdade, não deveria pensar o que não poderia falar. A maledicência, ou fofoca, está entre as piores formas de controle social. Muitas vezes refletimos demais a respeito do que os outros vão falar e vão pensar em virtude de nossas atitudes quando, na verdade, deveríamos estar unicamente preocupados com a nossa felicidade, o nosso bem-estar, o nosso aprimoramento pessoal. Outras vezes, somos realmente prejudicados pelo que vieram a falar de nós.

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