22 de dezembro de 2010

O Natal é sobre o quê?



Não se sabe ao certo a data do nascimento de Cristo, mas existem diversas explicações para o 25 de dezembro: a primeira é que Maria teria recebido a notícia da concepção em 25 de março e, nove meses depois, seria exatamente a data comemorada. Mas a época também marca o solstício de inverno no hemisfério norte e vários festivais de inverno da Antiguidade, indicando que talvez a comemoração cristã tenha tido origem pagã, o que é extremamente comum. O Natal, a Páscoa e o casamento têm todos a influência de ritos antigos que se misturaram à origem do cristianismo como forma de propagá-lo mais facilmente. De qualquer forma, é interessante que haja um dia por ano em que os cristãos se permitam relembrar um acontecimento tão significativo.

Mas o Natal, que deveria ser a comemoração do nascimento de um exemplo de vida e de amor, virou um estímulo ao consumismo e excessos de toda ordem. É claro que a troca de presentes tem origem na própria história natalina, com as ofertas dos Reis Magos. E toda a decoração natalina tem o sublime efeito de encantar cidades, ruas e lares na lembrança da data. Todavia, não é em Cristo que a maioria das pessoas está pensando quando considera o que vai fazer com a gratificação de natal (décimo terceiro salário).

Devido à troca de presentes e outras tradições associadas a essa data, como as luzes, os enfeites, a árvore de natal e refeições especiais, o Natal envolve um aquecimento da economia nos últimos dois meses do ano, que são considerados um período chave para comércio e negócios. E o impacto econômico da data tem crescido de maneira contínua nos últimos séculos em todas as regiões do mundo. Além desse consumismo estimulado, parece existir uma necessidade de fartura à mesa que pode resultar no desagradável acúmulo de gordura corporal ao longo dos anos. Isso, de fato, não combina com a frugalidade de Cristo.

A própria figura do Papai Noel, originada da história de São Nicolau, foi tomando contornos próprios e, definitivamente, o comércio se apropriou dela. Aliás, este grande símbolo que associa a data aos presentes, parece roubar a cena e deixar Jesus Cristo para segundo plano. Os pais passam ano após ano cultivando por tradição a crença na figura do bom velhinho, para depois desiludir a criança desmentindo suas expectativas sobre a existência de algo mágico. Mas, enquanto o Papai Noel associa o bom comportamento à aquisição de recompensas materiais, a figura de Jesus Cristo vem anunciar a verdadeira virtude do amor ao próximo, prometendo recompensas de ordem espiritual. Apesar disso, em vez de cultivar a história verdadeira e exemplar de Cristo do começo ao fim da vida, a sociedade está a cultivar símbolos comerciais.

Que cada Cristão reflita: que história é verdadeiramente especial? O que estamos a comemorar? As luzes e os presépios fazem você pensar em Cristo? A troca de presentes e a ceia são reais exemplificações do amor ao próximo e do compartilhar o pão, ou há algum excesso, algum desencontro? Tradição sem significado é descartável. Não façamos que o Natal seja só uma época atrativa economicamente para os negócios e de saciedade do nosso consumismo desenfreado. Que o Natal seja de reflexão pessoal e de promoção das afetividades. Jesus foi um exemplo de tal ordem que relembrá-lo deve incluir o perdão, a caridade, a reafirmação da fé e a renovação para o esforço de uma vida exemplar.



Autora: Érica Marina

Um comentário:

  1. nossa Érica, gostei muito desse artigo, eu não comemoro o natal justamente por isso, a biblia nao cita a data exata de seu nascimento, alem de originar de tradições pagãs. Muitos comemoram sem nem saber o que é, só estao perocupadas em comer e ganhar presentes, virou capitalismo.
    Grato pela Atenção

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