15 de janeiro de 2011

Amor inteligente




O ser humano é comumente diferenciado dos outros animais pelo desenvolvimento intelectivo, algumas vezes associado a uma alta capacidade de cognição, outras vezes atribuído à sua habilidade social. Entretanto, as pesquisas científicas mostram que o conceito de racionalidade criado para separar o homem das outras espécies de animais é absolutamente antropocêntrico. Se outros animais não conseguem alcançar certas habilidades do homem, também acontece o inverso.

Talvez a mais notável habilidade que diferencia o ser humano é a capacidade de amar. O amor vai muito além do instinto maternal ou sexual. É o mais refinado dos sentimentos, sendo constituído por uma mistura complexa da paixão romântica, da paixão sexual, da intimidade e do compromisso. O amor é mais do que isso: é o alimento da alma. A falta dele torna um coração ressequido, enquanto a sua presença parece trazer mais vida a quem vive.

(trecho da Carta de Paulo aos Coríntios)
“O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não se ensoberbece, não se conduz incovenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba. ”

É preciso saber deixar o amor entrar, sem confundi-lo com falsos sentimentos, sem misturá-lo com a sensualidade, sem atribuir-lhe falsas virtudes. Saber amar é exercitar com amplitude a inteligência diferenciada que o homem tem para a sua própria melhora pessoal e para melhorar também o mundo a sua volta. Um olhar pode mudar a história de uma vida. Um sorriso pode transformar uma casa. Um gesto de amor pode se desdobrar infinitamente.

No amor romântico, sejamos também inteligentes, e o seu potencial será ainda maior. Em primeiro lugar, a liberdade e em segundo, a confiança, em si mesmo e no outro. Precisamos saber amar a nós próprios para deixar o amor circular livremente. Toda vez que alguma coisa não nos agrada em nós mesmos, lá nós criamos um nó, lá o amor não passa, ali nada penetra. Tratemos de nos amar, primeiramente, exercitando ser o melhor que podemos ser, de um jeito que obteremos o auto-amor.

Depois, quando a conquista do amor do outro surge, que o tratemos como a flor do campo, que cresce livremente sem saber por quê. Que liberemos o espaço para o amor continuar a crescer, limpando do terreno arenoso do nosso coração os sentimentos contrários ao amor: ciúme, possessividade, orgulho. Que o reguemos com generosidade, gentileza e delicadeza e ele florescerá ainda mais.

E que, acima de tudo, não tenhamos vergonha de amar, pois o amor enobrece, aperfeiçoa, valoriza o homem. Em síntese, para poder amar com toda a plenitude, que amemos de forma inteligente, exercitando, pelo amor, o melhor de nós mesmos. E que fique claro, ainda, um último ponto. O amor não é cego: ele apenas releva com bondade os defeitos conhecidos, julgando infinitamente mais adoráveis as qualidades que o despertam.

 
Autora: Érica Marina

Nota: Texto elaborado na época em homenagem aos meus quatro anos de namoro com Fábio,  meu atual marido.

2 comentários:

  1. Érica, lindo texto mesmo!!! Adorei!!! bjs...
    @Daniellecfb

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  2. Lindo texto mesmo, avisando que repassei ele no meu Blog também!!
    @TallesAugustus1 on Twitter
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    http://socialdreamerr.blogspot.com/

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