22 de fevereiro de 2011

É o fim do cavalheirismo



Em um mundo onde a mulher compete pela igualdade, não há porque ela exigir um tratamento diferenciado. Isso seria um contrassenso. Assim, em virtude da equiparação entre os sexos, o cavalheirismo deve ceder lugar à gentileza.

Agora, o indivíduo do sexo masculino deve cuidar da gentileza, já que a polidez e a fineza de trato nunca sairão de moda. Isto é, da mesma forma que ocorre um aperto de mão em um acordo entre homens, do mesmo modo em que o anfitrião dá passagem ao outro homem, o mesmo deve ocorrer quando há um homem e uma mulher. Acontece que essa delicadeza no trato foi se perdendo com a correria da vida atual. Ela, sim, deve ser resgatada.

Já o dito cavalheirismo é fruto de uma sociedade machista, digno de cair de moda. Isso não quer dizer que homem não deve mais abrir a porta do carro ou puxar a cadeira para a moça se sentar. Ou seja, o comportamento galanteador, usado para cortejo, não precisa se extinguir. Da mesma forma que os homens e mulheres pensam e sentem de um jeito característico, eles também agem diferentemente um do outro. E na paquera cada um usará suas armas. 

Qual seria, então, a diferença entre o antigo cavalheirismo e esse comportamento gentil do homem para com a mulher? Na prática individual de cada atitude, nenhuma diferença! Ela estará é no modo de pensar o todo. A gentileza do homem será retribuída pela mulher. A conta que ele paga hoje, ela pode pagar outro dia. A cadeira que ele lhe oferece, ela agradecerá e retribuirá com um cafuné. E assim por diante.

O mundo de hoje é um novo mundo se despindo da roupagem antiga. A hipocrisia social e o formalismo exagerado não combinam mais com o nosso ritmo de vida e desenvolvimento intelectual. O que é preciso, agora, é lembrarmos de ser amáveis e agradáveis, tratando o ser humano como ser humano, diferenciando-o apenas onde houver diferença capaz de dignificar-lhe.


Autora: Érica Marina

11 comentários:

  1. Sou um homem machista e afirmo isso com orgulho de quem lê um livro de História e vê homens sendo mortos ou colocando a vida em risco em nome do que temos de mais importante após a saúde físico/psíquica: o conhecimento.Acredito piamente que o homem é sim superior à mulher, mas também admiro quando uma mulher prova que é capaz de fazer o que faço, sem se vitimar de sua condição de mulher em uma eterna lamentação, nem admito que ela se esconda atrás dessa condição para explorar a minha força física, como lamentavelmente as mulheres vêm fazendo há séculos com os homens, não apenas explorando a sua força física e força de trabalho, quando ficavam em casa para que seus maridos se matassem de trabalhar, aliás coisa que até hoje ocorre, mas também explorando a sua coragem e capacidade inventiva enormemente superiores às da mulher.Ao homem não foi dado NADA. A ele tudo foi imposto, cobrança atrás de cobrança.
    Homens NUNCA tiveram escolha,em momentos de paz foram condenados (e o são) a trabalharem até morrer, e morrer com aposentadoria posterior à da mulher.Só assim poderão ser válidos, ser cidadãos. É perfeitamente aceitável que uma mulher fique em casa enquanto o marido trabalha, que a polícia nem o Estado a chamarão de vagabunda em virtude de não trabalhar, mas ai do homem que ficar em casa lavando pratos enquanto sua mulher o sustenta trabalhando fora. Aí já é o gigolô, o vagabundo,o vida-mansa, o que comprova o absurdo conceito meramente utilitarista que as mulheres tem dos homens.
    Eu, pelo menos NUNCA vi, e desconfio que ninguém nunca viu batalhões e batalhões de mulheres serem dilaceradas em guerras para defender o seu país.
    Da mesma forma como eu tenho mãos para abrir a droga da porta do carro, ela também tem. Ela também é perfeitamente capaz de puxar uma cadeira pra sentar a uma mesa, por isso eu não a tratarei com frescuras jamais.
    Mulher nenhuma pulou na frente de algum bandido pra me defender de um assalto.Pelo contrário, elas vivem chamando o meu gênero de opressor, quando no passado foram poupadas dos trabalhos insalubres que existiam na época, perigosos até, e agora na segunda metade do século 20, quando a coisa ficou moderna, os trabalhos mais leves e cômodos, aí elas vieram ofender os homens, não souberam ser decentes e provarem sua capacidade sem ter o homem como parâmetro, vem denegrir o homem como um ser opressor, um ser que inventou a frase "mulheres e crianças primeiro" durante um naufrágio para salvar suas vidas vazias e morrerem por elas.
    Com excessão de Mme Currie e sua filha Irene, que colocaram junto com o marido Pierre a vida em risco e até pegaram leucemia pro exposição a elementos radioativos, o resto das mulheres nunca foram capazes de darem a sua justa contribuição à raça humana. de igual pra igual com os homens. Ao contrário, só fazem critica-los.
    Com todas as universidades, centros de pesquisas e laboratórios abertos à mulheres, nunca se viu algo de importante pra humanidade ser desenvolvido por elas. Ao contrário, até o ultrassom usado pra saber o sexo de seus bebês, é uma invenção masculina.
    E homens continuam a morrerem, milhares de jovens rapazes têm sua vida ceifada em guerras, quer para invadir uma país alheio e roubar suas riquezas, beneficiando principalmente as mulheres, que são as mais gastadoras, quer seja defendendo o país invadido, para defender crianças, mulheres e idosos de sofrerem estupros e humilhações dos invasores.
    Eu, pelo menos nunca vi uma soldado da policia militar subir os morros cariocas com seus colegas homens pra enfrentarem bandidos. Até na ocupação dos morros, que subiu pra fazer o trabalho perigoso, adivinha quem ....HOMENS.
    É como diz o provérbio árabe, o homem é mesmo o jumento da casa.

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    1. Quer dizer que pela capacidade beligerante e agressiva dos homens que os faz se matarem uns aos outros e pela sua própria deliberação deixar as mulheres de lado disso já que elas naturalmente não exibem essas características faz deles melhores??
      Hmmm
      OK.

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    2. Não, quer dizer apenas que é absurdo as mulheres exigirem cavalheirismo, enquanto não se importam com o fato de majoritariamente os homens irem à guerra e elas estarem cagando e andando com isso... mulheres não querem direitos iguais, querem direitos CONVENIENTES iguais, assumam, tenham ao menos essa dignidade.

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    3. Anônimo9/5/13 09:46

      Nem consegui ler os escritos do tal do Lúcio e do tal do Paulo. Indignação é pouco para o que eu senti. O dia em que os dois virem uma mulher apanhar de um troglodita, como eu vejo no voluntariado, vão acordar seus neurônios (e quem sabe suas Gramáticas) para a vida. É cada uma que a gente vê.

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    4. Anônimo, o fato da violência contra a mulher ser grotesca e inspirar sentimentos de revolta nos seres humanos não muda o foco desses movimentos feministas atuais. O que o paulo disse é verdade, os movimentos feministas lutam por direitos convenientes, ou melhor, lutam por direitos iguais mas não obrigações iguais.

      Eu já refleti bastante sobre isso e cheguei a conclusão de que qualquer união deve ser feita sob o mesmo estandarte. Atualmente não deveria haver movimento feminista, nem masculinista, mas sim um movimento Humano que assegure direitos para o ser baseado no bom senso e não na exploração de um lado pelo outro.

      Sobre a questão da gentileza que a autora defende, em todas as gentilezas o homem é o ser iniciador. Quando é que a mulher vai poder manifestar a sua gentileza primeiro? Sem ter que esperar uma gentileza do homem para criar obrigação de retorno.

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    5. Dan, defendo a gentileza começando por mim, porque acho o cavalheirismo totalmente fora de contexto. Mas os homens costumam ficar confusos ou embaraçados quando a gentileza é nossa... São séculos de tradição para se mudar com gestos simples como água mole em pedra dura!

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  2. Muito bom o seu texto, também escrevi sobre, veja: http://novapagu.blogspot.com.br/2013/04/cavalheirismo-ou-machismo.html

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    1. Obrigada. Muito semelhante o conteúdo, mesmo! Pensamos parecido.

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  3. Eu não tiro a razão do fim do cavalherismo, porque é o seguinte: Hoje em dia, a mulher está conquistando a independência dela e se acha que é a dona do mundo e se acha um deus, quer que as coisas sejam do jeito que ela quer e faz que bem entende e não é capaz de levar um "fora" de algum marmanjo, porque se levar um "fora" de algum marmanjo, faz ameaças psicológicas para o "marmanjo". Pisa em cima dos marmanjos, os marmanjos oferecem a atenção e a gentileza a mulher, mas a mulher trata o marmanjo como rídiculo. Mas, se a mulher está conquistando a sua independência, ela pode também partir para a caça de marmanjos nas paqueras e para o sexo, se tanto precisa.

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    1. Minha querida, já que os direitos são iguais, que tal as mulheres abrirem a porta do carro e puxarem a cadeira, em troca disso serem retribuídas com um gostoso cafuné?

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    2. Qual seria o inconveniente além do seu preconceito e o dos outros?

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