9 de fevereiro de 2011

O que você faz quando se ofende?


Antes de se ofender, é preciso considerar que as pessoas, em geral, têm uma tendência comum de serem agressivas. Não necessariamente no mau sentido, mas elas são comumente criadas para serem combativas, competitivas, críticas. Se, diante disso, você encara a situação da mesma forma, com agressividade, cria-se uma inimizade que não tem razão de ser – pois talvez seja só uma questão de costume com o modo de ser do outro. Contudo, se você for humilde, compreensivo e atencioso na resposta, dará uma chance ao bom entendimento.

Também pode acontecer, por outro lado, que a intenção da pessoa seja mesmo lhe ofender. Mas por que motivo você deveria dar esse gostinho a ela? Não se comova com tentativas de lhe atingir. Se o que o outro disser for verdade, não adianta tentar se justificar. E mesmo que for mentira, ele não acreditará na sua argumentação ou não lhe dará ouvidos por que quer estar com razão. Assim, a melhor resposta a um insulto, é o silêncio. Parece difícil, mas é só questão de exercício. A mensagem abaixo, (da qual infelizmente desconheço a autoria) mostra que, quando o insulto é gratuito, se não o recebemos, ele fica com o portador.
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Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

 Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: "Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?"

"Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?" - perguntou o Samurai. "A quem tentou entregá-lo" - respondeu um dos discípulos. "O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos" - disse o mestre. "Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você.  As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir..."
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Construa a sua maneira de ser paciente e não responder a ofensas, e você estará se constituindo um forte. Nenhuma resposta: nem expressão facial, nem resposta verbal, nem pensamento responsivo. Absolutamente nada. E você estará no controle.
 
Autora: Érica Marina

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