22 de março de 2011

Tente se livrar

Tente se livrar do peso da vida e das obrigações impostas: muito disso não é necessário. Tente se livrar do que você acha que deveria fazer, ou pior, do que você pensa que os outros acham que você deveria fazer. Repense o tempo todo nas escolhas que você fez: sempre há tempo de recomeçar. Sinta-se vivo até o último dos seus dias. Esteja sempre pronto para jogar tudo para cima. Experimente. Exercite novas rotinas. Não se deixe acostumar. Não espere nada acontecer. Sempre deixe espaço para fazer o que gosta: trata-se de terapia gratuita e talvez seja oportunidade de negócio no futuro.

Não guarde coisas de que você não precisa: deixe os objetos e as energias circularem, pois o que não é útil para você pode ser útil para outro. E se for algo que deve ir ao lixo, você estará transformando o seu espaço em lixeira. Recicle seus sentimentos: transforme as emoções ruins em compreensão ou, no mínimo, indiferença. Alimente seus bons sentimentos, e isso lhe poupará gastos médicos.

Permita-se. Quantas pessoas não vivem sentimentos antagônicos à felicidade, sem coragem para efetivar uma mudança? Quantas amizades potencialmente profícuas já não foram desperdiçadas em nome dos interesses de uma amizade anterior? Quantas pessoas já não compartilharam a vida, sem compartilhar os sentimentos? Quantas vezes o medo não encobriu a perseverança? Quantas vezes o orgulho não falou mais alto que o amor?

Melhore-se. Quantas pessoas já não afagaram uma esperança de amor alheia apenas em benefício do seu próprio ego? Quantas vezes alguém tentou esquecer uma pessoa na ilusão de forjar um novo amor? Quantas vezes não houve quem denegrisse os outros para sua própria evidência? Quantos erros não foram encobertos sob a dissimulação? Quantas vezes não nos negamos a nós próprios?

Invista em si mesmo: se quem lhe tem hoje não o quiser mais, você ainda estará valorizado. Ame-se: se o amor com quem você escolheu não der certo, ainda haverá muito amor para dar. E acima de tudo, sinta-se livre. Quando você perceber que pode jogar para cima o que quiser, você terá um maior comprometimento com o que escolheu hoje, pois este será realmente o seu desejo. Viva a vida que você realmente quer. Só não se esqueça da responsabilidade que isso implica.

Autora: Érica Marina


Obs: Este texto é uma coletânea-resumo de outros textos relacionados deste mesmo blog (Muito Fosfato).

20 de março de 2011

Por que é isso que você quer?


Somos todos cheios de desejos e sonhos, e aparentemente é isso que nos move. É a concretização deles que nos realiza. Mas qual é a motivação dos desejos que temos? Estamos aqui a correr atrás de nossos sonhos ou do sonho dos outros? Não devemos desejar realizar algo na vida por que é assim que deveria ser. Não devemos imaginar o que os outros vão pensar sobre nossas escolhas. Não devemos querer algo só porque todo mundo quer. Nesse caso, estaríamos esvaziando o sentido da vida: o coletivo costuma ser ignorante. Devemos apenas escolher, decidir, sonhar, imaginar, buscar e construir de acordo com a nossa profunda vontade de viver e ser feliz.


Autora: Érica Marina

13 de março de 2011

Intuição é entendimento superior

No campo pessoal, cada um de nós deve ser racional, buscando em si princípios e coerência dentro do próprio modo de pensar e de se comportar, no intuito de alcançar um melhoramento íntimo. Mas, às vezes, o racionalismo exacerbado é um entrave à compreensão. Quando nos prendemos ao que a mente pode entender, perdemos muita coisa. É preciso também nos educar para uma compreensão superior.

Os porquês nos acrescentam muito e nos fazem crescer e evoluir para o homem racional. Mas a sabedoria não é intelectiva, é contemplativa. O extremo saber ultrapassa a barreira do entendimento e apenas admira os porquês, compreendendo que certas investigações são inúteis ou improdutivas. O entendimento superior aceita perguntas sem resposta.

Mas somos sempre questionadores. Como compreender e entender a existência de um sexto sentido? Não haverá como: é preciso acreditar, ter fé. A razão ainda questionará provas de que a intuição existe: procure por provas empíricas no seu próprio passado e as encontrará. Todavia, não queira testá-las: a intuição é mais fluida que qualquer gás que conhecemos.

Até mesmo a ciência, em especial a informática, tem descoberto mecanismos que a matemática e a física não sabem explicar: mas eles existem. Por que não acreditar nas evidências?


Cada um de nós tem um pouco dessa intuição dentro de si. E às vezes ela nos fala o que fazer ou não fazer. Entretanto, apegados ao raciocínio, que é uma prisão, não podemos compreender o que ela diz. Contudo, se pudermos segui-la, mesmo sem compreendê-la, em breve descobriremos o seu efeito, mesmo sem descobrir sua razão. Por que não há razão que explique a intuição.

Essa compreensão superior muitas vezes é representada simbolicamente pelo coração, para dizermos que ela não vem do cérebro, onde supostamente estão apenas sinapses racionalistas. E sentimos que o “coração” nos diz algo. Compreenda que o que ele diz é uma verdade e aceite-a. Quando não seguimos essa intuição, ficamos doentes, pois, às vezes, o corpo inteiro pode compreender o que insistimos em perguntar apenas para o lado racional do nosso cérebro. Não surpreende, portanto, que, com essa limitação imposta, utilizemos apenas dez por cento de nossa massa cerebral.


Autora: Érica Marina


8 de março de 2011

Dia internacional da mulher

A sociedade ao longo dos tempos desconfigurou o ser humano. Certas coisas deveriam ser de mulher, e outras deveriam ser de homem. E cada um dos gêneros ficou apenas com a metade do que é possível uma pessoa ser. As mulheres, que foram a parte mais reprimida, têm lutado para reconquistar o seu espaço. Mas os homens também têm se redescoberto, muitas vezes por ver que o papel antigo não lhe cabe mais.

6 de março de 2011

Dilemas e escolhas

Na vida se dá um passo de cada vez – nem sempre como quem segue em linha reta, mas como quem está a dançar. Às vezes nos atrapalhamos, às vezes tropeçamos, às vezes caímos. Mas cada um levanta e segue seu ritmo. Alguns dizem que a vida é feita de escolhas, embora isso seria essencialmente verdade se as decisões já viessem prontas. A vida, na verdade, é feita de dilemas. Escolha é o rumo que tomamos sem saber onde vamos parar.
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