13 de março de 2011

Intuição é entendimento superior

No campo pessoal, cada um de nós deve ser racional, buscando em si princípios e coerência dentro do próprio modo de pensar e de se comportar, no intuito de alcançar um melhoramento íntimo. Mas, às vezes, o racionalismo exacerbado é um entrave à compreensão. Quando nos prendemos ao que a mente pode entender, perdemos muita coisa. É preciso também nos educar para uma compreensão superior.

Os porquês nos acrescentam muito e nos fazem crescer e evoluir para o homem racional. Mas a sabedoria não é intelectiva, é contemplativa. O extremo saber ultrapassa a barreira do entendimento e apenas admira os porquês, compreendendo que certas investigações são inúteis ou improdutivas. O entendimento superior aceita perguntas sem resposta.

Mas somos sempre questionadores. Como compreender e entender a existência de um sexto sentido? Não haverá como: é preciso acreditar, ter fé. A razão ainda questionará provas de que a intuição existe: procure por provas empíricas no seu próprio passado e as encontrará. Todavia, não queira testá-las: a intuição é mais fluida que qualquer gás que conhecemos.

Até mesmo a ciência, em especial a informática, tem descoberto mecanismos que a matemática e a física não sabem explicar: mas eles existem. Por que não acreditar nas evidências?


Cada um de nós tem um pouco dessa intuição dentro de si. E às vezes ela nos fala o que fazer ou não fazer. Entretanto, apegados ao raciocínio, que é uma prisão, não podemos compreender o que ela diz. Contudo, se pudermos segui-la, mesmo sem compreendê-la, em breve descobriremos o seu efeito, mesmo sem descobrir sua razão. Por que não há razão que explique a intuição.

Essa compreensão superior muitas vezes é representada simbolicamente pelo coração, para dizermos que ela não vem do cérebro, onde supostamente estão apenas sinapses racionalistas. E sentimos que o “coração” nos diz algo. Compreenda que o que ele diz é uma verdade e aceite-a. Quando não seguimos essa intuição, ficamos doentes, pois, às vezes, o corpo inteiro pode compreender o que insistimos em perguntar apenas para o lado racional do nosso cérebro. Não surpreende, portanto, que, com essa limitação imposta, utilizemos apenas dez por cento de nossa massa cerebral.


Autora: Érica Marina


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