25 de abril de 2011

Deixa falar!

 
As pessoas, em geral, têm uma tendência a serem agressivas, pois elas são comumente criadas para serem combativas, competitivas, críticas. Não se ofenda com isso! Se você encara a situação da mesma forma, com agressividade, cria-se uma inimizade que não tem razão de ser – pois talvez seja só uma questão de costume com o modo de ser do outro. Contudo, se você for humilde, compreensivo e atencioso na resposta, dará uma chance ao bom entendimento.

Talvez você descubra que certa pessoa tem mesmo um jeito meio rude de ser, mas ela pode ser uma boa pessoa sem a fineza no trato social. Você agradecerá por não ter comprado uma briga à toa se for assim. Se, ao invés disso, a pessoa seja toda grosseira mesmo e você não se afinar com o jeito dela... você também agradecerá por não ter se envolvido nessa! Traduzindo: para que invocar com alguém?

Por outro lado, pode ser que a intenção da pessoa seja mesmo lhe ofender pessoalmente. Mas por que motivo você deveria dar esse gostinho a ela? Não se comova com tentativas de lhe atingir. Quando o que o outro disser for verdade, não adianta tentar se justificar. E mesmo que for mentira, ele não acreditará na sua argumentação ou não lhe dará ouvidos por que quer estar com razão. Assim, a melhor resposta a um insulto, é o silêncio. Parece difícil, mas é só questão de exercício. 

Toda vez que você responde ao que disseram ou insinuaram, isso significa que você absorveu, mesmo que discorde. Como dizem, “a carapuça serviu”. Relaxe! Ninguém tira a sua calma ou a sua paciência, é você que se permite perder a compostura. Construa a sua maneira de ser tolerante e paciente para não responder a ofensas, e você estará se constituindo um forte. Nenhuma resposta: nem expressão facial, nem resposta verbal, nem pensamento responsivo. Absolutamente nada. E você estará no controle da situação.

 A sua permanência no silêncio quando alguém lhe dirige uma ofensa (direta ou indireta) incomoda quem quer lhe incomodar. Talvez a pessoa insista em conseguir o que quer, mas seja firme: saiba que essa pessoa está absolutamente frustrada com sua falta de reação adversa. Não ceda. Abstraia seu pensamento, pense na insignificância do que está em discussão, na infantilidade de quem está lhe perturbando e, se possível, esteja apenas de corpo presente. A passividade tem uma força que as pessoas desconhecem. É mais difícil se controlar do que ceder ao impulso.


Autora: Érica Marina

24 de abril de 2011

Renovação interior na Páscoa

Feriados são sempre uma boa oportunidade de descanso e refazimento. Mesmo que o descanso for mental: um tempo para descansar a mente, mesmo cansando o corpo. Também são uma boa oportunidade de colocar alguma coisa em dia, fazer uma limpa nos armários e também no interior de si mesmo. A Páscoa, em especial, por simbolicamente representar um tempo de renovação, nos convida a repensarmos nossas atitudes mentais e físicas. Um bom feriado para renovar os pensamentos, repensar escolhas, jogar as tranqueiras que vamos juntando dentro do nosso próprio lar e dentro do nosso próprio espírito.
Como é agradável abrirmos as portas e gavetas de nossos armários e termos a disposição de abrirmos mão do que não nos serve mais. Para algumas pessoas isso pode ser muito difícil, já que é preciso ter desprendimento das coisas materiais. Mas o que não nos serve, não nos servirá. Repassemos adiante o que puder ser útil a outros e tornemos ao lixo o que for lixo. Deixemos assim a poeira assentar em outros cantos que não o nosso lar. Que possamos renovar as energias.
Aos Cristãos, a data é mais uma oportunidade de renovar a fé n’Aquele que nos inspira a seguir o caminho reto. Busquemos novamente a crença que nos pede para olhar o mundo com olhos de criança: sem medo de viver, confiante em que tudo dará certo. Que sejamos mais uma vez convencidos de que, fazendo nossa parte, conseguiremos um final feliz. Tenhamos mais uma vez a confiança de que o pouco que fizermos fará diferença para alguém.

Da mesma forma que estamos certos de um gesto de mal-humorado pode ser um pontapé para uma cadeia de mal humor, já que cada um tende a “descontar” no próximo e indelicadeza recebida, façamos também o contrário. Estejamos receptivos a repassar a gentileza e o bom grado com que nos tratam. Lembremos de cultivar, portanto, os bons sentimentos que queremos receber. Pois, na verdade, o que os outros provocam em nós são sentimentos que já temos interiormente.


Autora: Érica Marina

5 de abril de 2011

Sinceridade não é tudo

A verdade que fere é pior do que a mentira que consola.
(Carlos A Baccelli)




A sinceridade pode ser contrária à caridade, quando ela é usada para machucar o próximo. Essa virtude não é suficiente quando as palavras são rudes.

Além disso, ser sincero com os outros deveria ser acompanhado com a sinceridade da auto-avaliação. Mas não basta admitir seus próprios defeitos sem tentar mudar: essa sinceridade é inócua.

O mundo distorce essa virtude, ampliando-a. Sinceridade é pouco para quem deveria ser honesto.

Muitas vezes o mundo aproveitaria melhor o silêncio. E se alguém lhe perguntar se pode ser honesto, creia que você não quer essa honestidade forçada.




Autora: Érica Marina
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