26 de maio de 2011

Antes, olhe para si

Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão" (Jesus)

Os nossos olhos são voltados para fora e por isso estamos sempre a observar o que é externo. Mas a reflexão é interna, é neste ponto que deveríamos realmente nos reter. O tempo todo, durante a convivência, nós nos deparamos com atitudes, comportamentos e modos de ser que são diferentes dos que nós mesmos desenvolvemos. Mas sabem quais são os defeitos alheios que mais nos incomodam? São aqueles que temos.

Se reclamamos que o outro é teimoso, é porque insistimos em teimar com ele. Quando nos incomodamos com a arrogância de outra pessoa, é porque nos falta a humildade, pois se a tivéssemos, não nos incomodaríamos. Nos casos em que a impaciência alheia nos indigna, não estamos sabendo lidar pacientemente com a situação.
A vida é assim: estamos juntos desenvolvendo atividades de maneira socialmente organizada para podermos enxergar na ação dos outros o que nós mesmos deveríamos estar fazendo de melhor. E quando for para recriminar o próximo, que paremos, antes, para examinarmos a nós mesmos.

Autora: Érica Marina

15 de maio de 2011

A mágoa é vilã

As pessoas erram: existem maus dias, em que um descuido aconteceu, em que alguém perdeu a cabeça, em que um magoou o outro. Depois disso, qualquer um requer um tempo para amadurecer o perdão verdadeiro. Mas isso deve de fato acontecer, o que significa que o passado deve ficar no passado. A cada acontecimento desagradável, a cada desentendimento, a cada mágoa que possa ficar: resolva com o outro de uma vez por todas! Discuta o que tiver que discutir, esqueça (se for possível) e que a mágoa morra aí.

Certas pessoas dizem que perdoam, mas, no próximo desentendimento, desenterram todos os defuntos: relembram mais uma vez todas as vezes que o outro a magoou. Para seu bem, não seja assim! Isso causará ao longo do tempo um acúmulo de mágoas que será insuportável tanto para você quanto para a pessoa que convive com você.

Quando uma pessoa se coloca como vítima, enumerando as vezes que o outro a feriu, na verdade ela está sendo vilã, cobrando do outro algo irrecuperável, não permitindo que ele possa recomeçar, pois joga em cima de suas costas, mais uma vez, todo o peso do que já passou. O outro, que pode ter ofendido certas vezes sem querer, que pode ter errado sem ter como consertar, que pode ter magoado sem nem perceber – o outro fica sem possibilidade de ação, pois nada que ele faça irá diminuir o acúmulo de pontos negativos, que só tende a aumentar com o passar dos anos.

Que a pessoa rancorosa possa deixar de sê-lo, usando seus recursos de memória para alimentar o que é positivo: relembrando as coisas boas que o outro possa ter feito por ela. Que ela faça isso, mesmo que por puro egoísmo, uma vez que a mágoa destrói o sistema imunológico, causando-lhe problemas de saúde de toda espécie, além de fazer nascer e crescer uma infelicidade desnecessária.


Autora: Érica Marina

9 de maio de 2011

Qual o seu senso de justiça?


Vamos começar com um exemplo simples: o quão bem você fala das pessoas que estão a sua volta? Por um acaso você só fala do seu namorado, noiva, marido, filho, mãe... quando é para reclamar deles? Qual é a congruência entre o grau de reclamação em relação aos elogios e a real razão entre os defeitos e qualidades da outra pessoa? Será que a proporção de reclamação não é muito maior do que a proporção de defeitos e problemas? Então você não está sendo justo.

Você realmente se coloca no lugar do outro? Pois, para dizer que você sabe o que o outro está passando, você precisaria ser o outro: precisaria ter nascido no lugar dele e ter vivido a mesma experiência que ele já viveu, com a personalidade e o jeito de pensar dele. Ou seja: você nunca poderá se colocar exatamente no lugar de outra pessoa. Então, toda vez que você julga, você não está sendo justo.
E olhando para si próprio, quando você vai parar de representar? O mundo está cheio de pessoas cujo pior defeito é o perfeccionismo e que têm dificuldade de encontrar em si outras falhas. Vou ajudar esse pessoal a se localizar: falta de humildade, autocrítica distorcida, dissimulação dos próprios defeitos e talvez falta de memória. Mas o principal de todos deve ser a dificuldade de admitir erros pessoais. Assim, se você não consegue enumerar três defeitos seus, você não está sendo justo.

Se você quiser ser crítico, você é justo quando estiver olhando no espelho, no limite certo da sensatez e com uma visão não-distorcida do seu próprio eu. Se você quiser criticar o outro, não estará, com certeza, sendo justo. Você será justo se responder com o silêncio as ofensas e só dizer as verdades que não ofendem.

Se você for prometer, que você saiba que irá cumprir, seja como for. E se houver dúvidas quanto ao cumprimento, não prometa. Por outro lado, quando a razão for uma contingência imprevisível, você apenas é justo se conseguir absolver o não cumprimento de uma promessa.  Quer dizer, você é justo quando cobrar o que é devido e factível de ser cobrado. Por fim, se você prometer que, mesmo sendo sujeito a falhas, você fará o possível – então você só será justo se tentar o possível e o impossível.

A medida da justiça deve estar na coerência: espacial e temporal. Você é justo quando trata igualmente o que é igual e de maneira diferente o que se diferenciar. Você é justo quando seu jeito de pensar e medir as coisas muda em razão da sua vivência e do desenvolvimento de sua base de avaliação; mas nunca será justo quando sua análise se deixa mudar em função de conveniência ou de mudança de partido.  Também será injusto se seu jeito de pensar não se deixar mudar. Ou seja: você é justo se seu critério acompanhou adequadamente a evolução dos tempos.
Seja justo, então, na perseguição do que for justo.


Autora: Érica Marina

8 de maio de 2011

Mães


Um abraço a todas aquelas que dedicam a vida a seus filhos e só esperam em troca o amor e o reconhecimento.

5 de maio de 2011

Incompletude do meu eu



Às vezes sinto que não tenho tempo para ser inteiramente o que sou. Sou tantas em uma só que não sobra espaço para mais um pouquinho de mim!

Érica Marina
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