15 de maio de 2011

A mágoa é vilã

As pessoas erram: existem maus dias, em que um descuido aconteceu, em que alguém perdeu a cabeça, em que um magoou o outro. Depois disso, qualquer um requer um tempo para amadurecer o perdão verdadeiro. Mas isso deve de fato acontecer, o que significa que o passado deve ficar no passado. A cada acontecimento desagradável, a cada desentendimento, a cada mágoa que possa ficar: resolva com o outro de uma vez por todas! Discuta o que tiver que discutir, esqueça (se for possível) e que a mágoa morra aí.

Certas pessoas dizem que perdoam, mas, no próximo desentendimento, desenterram todos os defuntos: relembram mais uma vez todas as vezes que o outro a magoou. Para seu bem, não seja assim! Isso causará ao longo do tempo um acúmulo de mágoas que será insuportável tanto para você quanto para a pessoa que convive com você.

Quando uma pessoa se coloca como vítima, enumerando as vezes que o outro a feriu, na verdade ela está sendo vilã, cobrando do outro algo irrecuperável, não permitindo que ele possa recomeçar, pois joga em cima de suas costas, mais uma vez, todo o peso do que já passou. O outro, que pode ter ofendido certas vezes sem querer, que pode ter errado sem ter como consertar, que pode ter magoado sem nem perceber – o outro fica sem possibilidade de ação, pois nada que ele faça irá diminuir o acúmulo de pontos negativos, que só tende a aumentar com o passar dos anos.

Que a pessoa rancorosa possa deixar de sê-lo, usando seus recursos de memória para alimentar o que é positivo: relembrando as coisas boas que o outro possa ter feito por ela. Que ela faça isso, mesmo que por puro egoísmo, uma vez que a mágoa destrói o sistema imunológico, causando-lhe problemas de saúde de toda espécie, além de fazer nascer e crescer uma infelicidade desnecessária.


Autora: Érica Marina

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