18 de julho de 2011

Melindre: quem te quer?

Eu não gosto do melindre que há nas pessoas.
Quero poder dizer algo em que eu não tenha intenção de magoar sem ser surpreendida pela mágoa causada por coisa nenhuma. Mágoa essa que se decanta no fundo da consciência alheia e fica aguardando maiores mágoas para entupir o fluxo de trocas de uma relação.
Não quero ouvir informações pela metade para supor algo que por melindre não se diz. Quero escutar do começo ao fim sem necessidade de interrogatório. Parece que há uma necessidade da minha participação na conversa, da minha interpelação, para poder concluir o que se quer dizer. Como se o fato de eu perguntar pudesse amenizar a informação que me espera.
Gostaria de que as pessoas entendessem que subentender é muito mais ofensivo do que esclarecer. Mas que para dizer qualquer coisa, sempre há um modo. Por fim, que entendam que eu busco a melhor forma de dizer o que é difícil, sem que necessariamente eu me atine com ela.

Autora: Érica Marina



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Ocorreu um erro neste gadget