22 de agosto de 2011

O que é gay está na moda?

Publiquei em novembro de 2010 um texto sobre homofobia e homossexualismo que é imbatível no número de visitas ao meu blog. Sempre quando não há divulgação de um novo texto, lá aparece ele como o mais visitado: dia após dia, semana após semana.

Isso me incomoda um pouco sob o ponto de vista intelectual: será que eu não consigo mais superar o texto que talvez seja o melhor que eu já tenha escrito? Comentei com uma amiga que eu não consigo trazer tantas visitas ao blog com qualquer outro texto... E eis que ela me respondeu: “é que esse assunto está muito na moda!” Será? Eu me pergunto: será mesmo por isso? Também escrevi sobre outros temas polêmicos, escrevi também leituras mais leves, mas eis que as estatísticas sempre apontam o mesmo artigo sobre a homofobia.

Quando escrevi aquele artigo eu tive medo: era um esforço pessoal de uma heterossexual em entender o homossexualismo e justificá-lo perante os preconceituosos, mas tentando vencer em mim mesma os meus próprios preconceitos. Um esforço de esticar a mão ao próximo e fazê-lo entendido, mesmo que eu não estivesse em sua situação. Pensei em pedir opinião de um amigo homossexual, mas tive medo de parecer ridícula no meu esforço de compreensão. Apesar disso, alguma coisa me diz que eu fui feliz na forma como expressei o pouco que posso compreender. Acho que o que justifica os acessos ao meu texto é que não existem outros sobre o tema que sejam do mesmo esforço de compreensão.
Pois o que é gay, definitivamente, não está na moda. O assunto vem sendo mais discutido, pois os homossexuais têm ganhado expressão e voz. Isso não significa que o mundo esteja aberto a discutir a homossexualidade. As pessoas como um todo não têm maturidade para isso. Se você leva esse tema a ser discutido, haverá quem diga: “Acho esse tema muito polêmico. Tem muitas pessoas cristãs no grupo.” Hein??? Quer dizer que uma pessoa de bom senso não pode ser ao mesmo tempo cristã?

Percebendo as dificuldades de inclusão social total, que seria sem preconceitos, sem rótulos, sem pré-julgamentos, dedico aquele meu texto a todos que se sentirem justificados por ele e desejaria que eu pudesse lhes compreender melhor.

Érica Marina



Ler o texto em questão:
Homossexualismo e homofobia: a querela deste século.

3 de agosto de 2011

Às minhas eternas amizades


Bateu uma saudade... uma saudade de todo mundo que, mesmo estando longe, mesmo não vendo há séculos, todo mundo que eu posso realmente chamar de amigo.
Todo mundo que foi importante para mim um dia e, por isso mesmo, continua sendo importante hoje, pela força que uma memória tem de me fazer diferença, pela capacidade que o passado tem de ter me feito diferente hoje.
Tenho um sentimento saudoso por tudo o que não vivi com as pessoas que eu deveria ter aproveitado mais.  Aquela que mudou de cidade, aquela que voltou para onde veio, aquela que, mesmo estando na mesma cidade, tem a vida tão corrida... e também aquela que, por conta da minha própria correria, eu não consegui mais ver.
Mas essa saudade, ao mesmo tempo que dói... essa saudade é linda. É um sentimento que aperta no peito, mareja os olhos, mas é colorido em gratidão sem fim.
Esse sentimento ainda persiste e eu dedico como uma flor àqueles que continuam em minha vida pela força de uma amizade infinita.

Autora: Érica Marina

2 de agosto de 2011

Eu não quero ser a mocinha!


Está certo que hoje em dia, honrando a inteligência dos espectadores, a maioria dos filmes está repleta de personagens complexos: ou seja, não são totalmente bons nem maus, assim como qualquer pessoa real. Mas ainda hoje em dia os filmes hollywoodianos utilizam de certos estereótipos de longa existência como o mocinho, a mocinha, o herói, a heroína, os vilões.
Agora, o que me incomoda mesmo é que ainda existem muitas “mocinhas” nos filmes. Pelo simples fato de que as mocinhas não são o equivalente feminino dos mocinhos. Eu explico: certos roteiros colocam toda a pró-atividade e capacidade de decidir na mão de um homem. E ele não precisa ser necessariamente um mocinho: pode ser um bandido, pode ser um personagem complexo, pode ser quem for... mas é um típico “machão”. Então ele deixa a sua mocinha em um local seguro e diz para ela: “Não saia daqui!”. Ou então ele tem que resgatar a estúpida mocinha, que com certeza fez alguma bobagem... E a mocinha para que serve? Serve para dar emoção ao filme: tropeça no salto, grita enquanto o vilão se aproxima e denuncia o seu esconderijo, coisas desse tipo!
Gostaria que as mulheres fossem interpretadas de maneira pró-ativa e inteligente. Todavia, o mais importante para mim é que as mulheres possam, na vida real, desenvolver esse papel complexo. Mulheres, um apelo: da mesma forma que vocês aprenderam que o príncipe encantado não existe, não deixem de combater a “mocinha” que existe em vocês! Tenham atitude! Se você não puder encarar o inseto de perto... jogue um spray de veneno nele! Se você não puder abrir o pote de azeitona, esquente um pouco a tampa, aproximando-a da chama do fogão. Se você não alcançar a lâmpada, pegue uma escada! Não espere o machão chegar para resolver tudo para você! Não façam escândalo à toa! Usem a informação, a inteligência, a técnica, o jeito, para o que vocês não puderem resolver com a força bruta. Aliás, a vida tecnológica de hoje exige cada vez menos força mecânica.
Por fim, deixem para acreditar no mocinho e na mocinha quando for atuar no papel romântico da sua vida! Cultive o romance de vocês, respeitando as diferenças, sem, contudo, forçá-las. Não faça a ele exigência de perfeito cavalheiro, nem se torne a patética mocinha.

Autora: Érica Marina
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