31 de outubro de 2011

Simbolismo exagerado e descaracterização

Quando eu uso a palavra “amor”, dificilmente eu conseguirei chegar mais próximo do sentimento que eu quero expressar. Claro que existem sentimentos que eu sinto que ainda não têm nome ou, se o nome existe, eu não conheço. Contudo, eu poderia criar um nome específico para aquele sentimento. E nesse sentido a palavra em si é o símbolo mais próximo de qualquer objeto concreto ou abstrato a ser definido.



Na hora que eu represento o amor com gestos, com um desenho (que já se convencionou o coração), com outra representação qualquer, eu tenho um desgaste ainda maior do que quando eu uso a palavra amor repetidamente. Se em cada página do meu caderno houver um coração, ele já será abstraído da minha percepção, e passará a ser apenas decoração.

Eu não faço tipo, não penso assim porque eu quero, porque eu construí uma ideologia em cima disso. Meu cérebro simplesmente funciona assim. E eu tenho a percepção de que deve ser assim com todo mundo. Então quando o Natal vira enfeites dourados, papais-noéis, árvores de natal, luzes sem fim... eu olho para tudo isso e perco Jesus. Não é para protestar que eu escrevo isso. Eu me sinto assim.

Autora: Érica Marina

Um comentário:

  1. Parabéns pelo blog.

    Louvável sua facilidade em escrever e sintetizar a idéia que deseja, hum, imortalizar.

    Sobre o amor, nunca me saiu da cabeça o poema 'amor bastante' de Paulo Leminsky:

    quando eu vi você
    tive uma idéia brilhante

    foi como se eu olhasse
    de dentro de um diamante
    e meu olho ganhasse
    mil faces num só instante

    basta um instante
    e você tem amor bastante

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