29 de dezembro de 2011

Transição de ano


Acredito que o ser humano tem a necessidade de periodização. É sempre bom concluir uma etapa e poder começar uma outra: ânimo e fôlego novo. Mas, além disso, cada etapa permite-nos recapitular. Por isso eu quero, antes de desejar um feliz ano novo, agradecer a todos que estiveram comigo no ano que passou e fizeram a diferença em minha vida.

E por fim, que o próximo ano seja tão maravilhoso quanto puder ser, entendendo que é a humanidade – incluindo tanto o riso quanto o choro, tanto os ganhos quanto as perdas, tanto os acertos quanto os erros – que faz a vida ser tão bonita.

Mas se for para chorar, que seja de emoção.

E se perdermos, que não seja por nossa falta.

Que os erros sejam pequenos e contornáveis e nós, sempre humildes para assumi-los.

 
 
Autora: Érica Marina

6 de dezembro de 2011

Raciocínio nos tempos de internet?


Há pouco tempo, as redes sociais faziam modificações esporádicas e leves. Isso ficou para trás. O ambiente da internet virou uma superprodução altamente alavancada. As mudanças constantes começaram do ímpeto de acompanhar o usuário e não perder a sua atenção ao cúmulo de irritá-los.

Agora não temos apenas uma enxurrada de informação, mas uma avalanche de novos procedimentos. O nosso cérebro pode até estar habituado ao ritmo dos tempos da internet, mas certamente ao ver uma interface diferente, ele trava.

Minha pergunta é: o que será de nosso cérebro?

Fazendo um paralelo: certo que, por mais que a ciência, a engenharia de alimentos, a medicina e a nutrologia tenham se desenvolvido, qualquer ser humano de hoje em dia tende a se alimentar bem pior do que um outro de cinquenta anos atrás. Com abundância de industrializados, fora ou dentro de casa, de um nugget ao simples molho de tomate pronto, isso nos torna definitivamente menos saudáveis.

E com relação ao que o nosso cérebro anda consumindo? Uma série de informações desorientadas, sem priorização de relevância, tomando nossa atenção do dia-a-dia, absorvendo nosso tempo de lazer. O que será do pobre coitado do nosso cérebro? Será que ele anda sendo bem nutrido?

Acima de tudo, eu penso que a capacidade de raciocínio depende de organização, na medida que é a partir disso que se realizam manobras como classificação, comparação, correlação. Em meio a uma chuva de informação, recebida cada hora de uma forma, nosso cérebro está tão incutido no processamento, que eu tenho a impressão que se torna bem mais superficial a compreensão.

Lógico que não é preciso refletir muito sobre grande parte do conteúdo que se publica na internet, mas sinto que nosso cérebro vem sendo condicionado à análise superficial de tudo. Afinal, de onde vem o aprimoramento em qualquer coisa se não na repetição? E o que temos repetido em nossos dias além da nossa coordenada alienação em massa?


Autora: Érica Marina
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