9 de março de 2012

Hipócritas


É lamentável que os hipócritas, além de serem maioria na população humana, reinam sobre os ingênuos, de uma forma irreversível... irresistível, eu diria. Quem é que seja honesto o suficiente e não queira se omitir, não consegue convencer o ingênuo que ele não tem que se dobrar à hipocrisia. Quantas pessoas ingenuamente tomam decisões erradas e são infelizes sem perceber o que houve, sem notar que estão se dobrando às exigências de um sistema de expectativas sociais em detrimento da decisão pura e simples.

O hipócrita é aquele que se considera perfeito e justo sem pré-julgamento e que traça uma linha divisória limitando os outros. Porém, quando confrontado, traça também pequenos conjuntos anexos que possam fazer englobar a si mesmo dentro do padrão aceitável. Mas eis que o seu próprio exemplo nunca servirá para incluir os outros também neste padrão. A eles mede com o peso que tira para aliviar sua própria balança.

Mesmo que seja uma pessoa adorável, é detestável enquanto exerce seu papel hipócrita. É limitado em sua mente tanto quanto limita a livre escolha do próximo com criações não-defensáveis, com restrições ilógicas, com preconceitos injustificáveis. Que bom seria a quem se preocupa de fato, livrar as preocupações do próximo deste peso desnecessário! Quem dera poder desconsiderar totalmente a hipocrisia do mundo como se não fosse relevante. É triste ter que às vezes conciliar o que é certo, o que é justo, o que o coração pede – tudo isso – com o que é de se supor escolhido.

Autora: Érica Marina
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