29 de maio de 2013

Sonhos colecionáveis

Nós vivemos em um mundo que as pessoas estão cheias de desejos e com pouquíssima boa vontade. Mas o ideal não é colecionar sonhos, nem construir paradigmas, mas viver metas. Transformar o que é apenas sonho em alvo e criar planos de ação para daqui ... muitos anos, talvez?! Todos hoje em dia são muito imediatistas e por isso sempre frustrados... Muitas pessoas invejam as outras que batalharam longo  tempo para chegarem onde estão, mas sem buscar construir o mesmo.

Eu tenho e quero ter sempre esta garra, de admirar sem invejar e de lutar para conseguir chegar no mesmo patamar, ou pelo menos um pouco mais próximo daqueles que admiro... Não ficar só no desejo de estar em uma posição diferente, mas trilhar o caminho até ela. Trabalhar, estudar, me esforçar e ao longo do tempo apreciar minha própria evolução.

Isso é viver fora da ilusão, isso é pisar fora da alienação, e colocar um objetivo e uma função para o que se procura na vida. O processo para tudo isso, é a real busca da felicidade: que de hora em hora escapa – porque não está em lugar nenhum  – mas que a gente vislumbra pela paisagem enquanto percorre o caminho do meio.

Caminho do meio: referência ao conceito criado por Buda (Siddhartha Gautama). Seria o caminho para a moderação, afastado dos extremismos da autoindulgência e da automortificação.



Autora: Érica Marina

23 de maio de 2013

Orando sem querer



Aprendi a não pedir nada em oração, porque não sabemos o que é melhor para nós. Isso me disseram, e eu assimilei racionalmente, porque faz sentido. Oro, e agradeço. Tenho tanto a agradecer!

Mas, às vezes, eu torço tanto para que algo dê certo, tão do fundo do meu coração, que eu sei que é uma oração. Como meu coração costuma estar certo, eu deixo... e meu cérebro complementa: seja o que Deus quiser!

Autora: Érica Marina

12 de maio de 2013

Dirigindo a vida na defensiva


Em geral eu me pergunto: "está tudo bem, mas e depois?". E daí surgem as inquietações. Mas agora estou em paz, provavelmente por isso faz um tempo já que não escrevo. (Não existe motivador maior do que os conflitos). Contudo, não estou em paz porque já tenho tudo o que quero, estou em paz porque meus planos de ação estão nos trilhos. É uma paz em movimento. E a execução dos meus planos me fazem ocupar a cabeça com alguma coisa além das minhas ansiedades e expectativas.

Às vezes, você pode estar em um cruzamento semafórico na preferencial e um louco ou distraído atravessar o sinal vermelho e colidir em você, que estava "certo". Mas você pode sempre se certificar se não há nenhum louco antes de prosseguir. Os acidentes podem ser inevitáveis, porém, dizem as estatísticas da direção defensiva, que são apenas 5%.

É interessante observar que o ideal no trânsito é que você faça o seu papel e também o do outro. Não tenho dúvida nenhuma que um pouco de tudo na vida também seja assim. Por mais indigno que seja aquele que não faz o seu papel, é melhor para quem está atento não ser prejudicado por ele.

Eu não sei me contentar com a simples contemplação das coisas como estão. Mas aprendi a não chorar sobre o leite derramado. Em vez disso, cuido do que é meu até o limite do espaço em que o outro não ocupa. Posso talvez acabar invadindo o espaço alheio, mas às vezes a competência de outrem sobra em minhas mãos.

Assim, após alguns anos de amadurecimento, percebi que eu sempre dei graças às minhas próprias antecipações, me favorecendo e me preparando para o que viria depois. É aí que eu encontro minha paz, quando eu levo minha vida na defensiva.

Autora: Érica Marina
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