12 de maio de 2013

Dirigindo a vida na defensiva


Em geral eu me pergunto: "está tudo bem, mas e depois?". E daí surgem as inquietações. Mas agora estou em paz, provavelmente por isso faz um tempo já que não escrevo. (Não existe motivador maior do que os conflitos). Contudo, não estou em paz porque já tenho tudo o que quero, estou em paz porque meus planos de ação estão nos trilhos. É uma paz em movimento. E a execução dos meus planos me fazem ocupar a cabeça com alguma coisa além das minhas ansiedades e expectativas.

Às vezes, você pode estar em um cruzamento semafórico na preferencial e um louco ou distraído atravessar o sinal vermelho e colidir em você, que estava "certo". Mas você pode sempre se certificar se não há nenhum louco antes de prosseguir. Os acidentes podem ser inevitáveis, porém, dizem as estatísticas da direção defensiva, que são apenas 5%.

É interessante observar que o ideal no trânsito é que você faça o seu papel e também o do outro. Não tenho dúvida nenhuma que um pouco de tudo na vida também seja assim. Por mais indigno que seja aquele que não faz o seu papel, é melhor para quem está atento não ser prejudicado por ele.

Eu não sei me contentar com a simples contemplação das coisas como estão. Mas aprendi a não chorar sobre o leite derramado. Em vez disso, cuido do que é meu até o limite do espaço em que o outro não ocupa. Posso talvez acabar invadindo o espaço alheio, mas às vezes a competência de outrem sobra em minhas mãos.

Assim, após alguns anos de amadurecimento, percebi que eu sempre dei graças às minhas próprias antecipações, me favorecendo e me preparando para o que viria depois. É aí que eu encontro minha paz, quando eu levo minha vida na defensiva.

Autora: Érica Marina

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